01/03/2013


QUINTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2013

REUNIÃO DISCUTE AÇÕES QUE SERÃO DESEMPENHADAS PELO CONSELHO ANTIDROGAS

Durante a manhã de hoje, quinta feira, dia 28 de fevereiro, aconteceu na Câmara Municipal de Santa Cruz do Capibaribe, uma reunião para ser discutida a ativação do Conselho Antidrogas na Capital da Moda, assim também seus desempenhos futuros.
 Uma campanha educativa reprimindo as drogas será feita com o tema; “Santa Cruz sem drogas. Eu apoio essa ideia”.
 Representantes de associações, conselhos e entidades estiveram presentes, além do Coronel Alexandre Souza (Secretário Municipal de Defesa Social), o Delegado Dr. Wagner Volpi. Na oportunidade também esteve presente a imprensa local e o Jornalista Alan Garcia da Rede Globo Nordeste, que apresentou uma série de reportagem com o tema; “Crack”.
 Alan falou sobre a série e falou sobre a devastação das drogas, que destrói a vida de diversas famílias. “O crack é um problema social e devemos encará-lo de frente. A missão é agir, pensando na paz”, destacou.
 Ficou definida que a campanha contra as drogas contará com palestras realizadas na escola e as reportagens apresentadas sobre o crack, servirá de material para os eventos em combate as drogas. As palestras já se iniciam no dia 08 e vai até o dia 12 de abril.
 Vale destacar as presenças de vereadores e do Prefeito do Município que estiveram presentes e prometeram apoio ao movimento.
 A luta será expandida não somente as drogas ilegais, mas também, a venda de bebidas alcoólicas a menores de idade. Outro ação louvável vai ser uma parceria com o Ypiranga, aonde os atletas entraram com camisas e faixas da campanha.
 As palavras do gaúcho Ronaldo Souza Araújo, chamou a atenção das pessoas, pois o mesmo é dependente químico recuperado e falou sobre o devastador processo que as drogas fazem nas vidas de suas vítimas.
 Na oportunidade ele destacou a importância do Desafio Jovem que foi a casa onde se recuperou do vício. 
 Segundo Ronaldo o crack atinge não somente pessoas que vivem em situação de miséria, mas também, famílias bem sucedidas, haja vista que, ele perdeu um patrimônio de aproximadamente três milhões de reais. Filho de um Desembargador gaúcho, Ronaldo é a prova viva de superação.
 No dia 03 de abril de 2011, o Agreste Notícia realizou uma matéria especial sobre o Desafio Jovem e na oportunidade, conversamos com Ronaldo que deu um verdadeiro testemunho de sua vida.
 Confira parte da matéria exibida pelo Blog Agreste Notícia: 03 de abril de 2011
DESAFIO JOVEM RESGATA VIDAS
Na oportunidade conversamos com um paciente gaúcho que ajuda na organização da casa, Ronaldo de Souza Araújo, de 34 anos de idade, residente na cidade de Maceió.
 “Eu tive problemas com todos os tipos de drogas, pois na verdade, uma droga liga a outra. Você começa com álcool e cigarro, depois passa para maconha, cocaína e crack, aonde cada vez mais, vai seguindo esse caminho que só leva a morte e a destruição”, disse o paciente que destacou a importância do centro de recuperação que tem como objetivo a inclusão do cidadão na sociedade.
 O rapaz que é filho de um juiz de direito revelou que entrou no mundo das drogas através de amizades. “Nós começamos em festinhas, onde bebemos e vem um cigarrinho, depois passamos a fumar maconha até chegar ao crack que é a pior delas, é a droga da morte. Ela destrói o ser humano, o caráter, uma família, uma vida bem sucedida, é sem duvidas o mais alto padrão de destruição”.
 Ronaldo já foi internado em várias clinicas do país, faz quatro meses que se encontra no Desafio Jovem e disse já ter sentido uma grande diferença. “Eu era um empresário bem sucedido, tinha uma família bonita, filhos, tinha o respeito da sociedade. Mas depois que conheci essa droga fiquei altamente dependente dela, a ponto de esquecer minha família, a ponto de deixar meus negócios, passando a usar essa droga de dia, de tarde e de noite, como se fosse à única coisa que existisse em minha vida. Conheci vários países do mundo, conheço quase todos os estados brasileiros, falo diversos idiomas fluentes, possui carros importados, tinha uma vida boa. Achei que tinha tudo, mas na verdade não tinha nada! Eu era ateu, não conhecia Deus, não sabia a diferença de Deus e Jesus Cristo, precisei perder tudo para conhecer que existe um lugar feito este, que existe algo superior a nós que vem para nos salvar”, desabafou.
 Perguntei sobre a participação de sua família em seu tratamento, ele respondeu que no inicio todas as famílias de todos os dependentes colaboram, querem ajudar. Mas essa droga deixa as pessoas em uma dependência tão grande que você acaba se afastando da família, vai perdendo ela as poucos, chegando à época que a família já não aguenta mais, por que ter um viciado dentro de casa é muito difícil. “Hoje eu me aproximei de meus familiares, comecei a falar com meu pai que está no Sul, perdi a minha esposa que tinha, tenho dois filhos lindos que estão lá em Maceió, que logo irei visitá-los. Eu creio que o mundo está mudando para mim, por que eu estou mudando, pois quando agente se apega com Deus, vemos as coisas diferentes, um mundo diferente. Há um tempo, achei que minha vida estava acabando agora enxergo que ela está apenas começando”, concluiu.
Do: Jornal Agreste Notícia